segunda-feira, 29 de agosto de 2016

E o sentido?

Pronto, acabaram minhas férias prolongadas. Quero dizer, até agora estava legal estar desempregada, estava só curtindo, aproveitando o não-stress do dia-à-dia. Agora, acabou. Acordei hoje me dizendo, caceta, preciso de um emprego...  aí é que mora o problema.

Quero o que o emprego traz: um motivo para sair de casa, pessoas novas, responsabilidade, assunto. Mas trabalhar todo dia é fódis.  Outra  coisa que tenho me perguntado muito: trabalhamos pra que mesmo? Pagar as contas. Coisa chata.

Eu sempre   tive na cabeça  que eu trabalhava para viajar. Venho de família classe média MEDIA mesmo.  Estudava  em escola estadual e passava as férias na praia. Mas nunca tivemos grana sobrando. E agora faz uns aninhos que viajo até que bastante. Irlanda, Estados Unidos, Polonia, Portugal, Espanha... e na minha ultima viagem a Portugal ( lugar maravilhoso, by the way: Lagos, Conheçam!) estava eu com minha caipirinha na mão olhando o mar e me perguntei: qual o sentido disso tudo memso ? A gente bebe, dorme, lê um livro, uma revista. Achei tudo... vazio.

Tenho pensado nisso desde então. Para mim, felicidade era ter dinheiro para poder viajar.  E faz uma semana que descobri que  preciso mais que isso. E tenho um foco agora. Quero sim ter dinheiro, mas  para fazer coisas pelos outros.  Meu primeiro objetivo é ajudar cachorros de rua. Também gostaria de ajudar mulheres em situação de dificuldade, mas é mais complexo, e não sei o que posso fazer...

Enfim, fiquei feliz de ter achado um sentido no meio desse caos. Agora, só falta arranjar o emprego! :-p

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Tudo bem quando termina bem!

Então, depois de uma semana  quase uma semana de stress, as coisas se resolveram...

A minha mãe que tinha perdido o vôo, mas uma vez se virou maravilhosamente bem: consegui outra passagem para o  Brasil  por apenas 300,00 euros ( para ela e o namorado). Acharam um hotel em Paris por 230,00  - 5 noites-, hotel três estrelas! Nem acredito que ela consegui isso.  Ela perdeu a bolsa. Por sorte o passaporte e o  dinheiro estavam  no bolso do namorado.   E agora, ela tem mais cinco dias de férias em Paris. Tudo lindo.

Enfim. Não sei porque me estresso desse jeito. Ela sempre dá um jeito.

Agora tenho eu que dar um jeito na minha vida. Oh céus!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

E claro, ela perdeu o avião. E agora, José?

Hoje tive um treco.  Explico.

Moro na França faz tempo. Minha familia no Brasil sempre teve muitos, muitos problemas financeiros. Quando era criança, e mesmo adolescente, rezava toda noite para que não nos faltasse nada.  Nunca falou. Mas tinha esse algo que pairava na nossa cabeça.

Pois  voltando a porcaria da historia. Vim pra França. Deu tudo certo.  Fiz faculdade e comprei um apartamento lindão no centro da cidade. Por isso me sinto vitoriosa, mesmo que não seja rica, não me falta nada.  Aí minha vozinha linda morreu, e eu me senti culpada... e como não queria repetir o  mesmo com outros membros da familia,  decidi pagar  para minha mãe vir me visitar depois de 10 anos. Paguei a viagem, avião,  uma  boa parte dos gastos aqui. O namorado dela veio junto, ela estava super feliz.  Tudo azul.

A viagem  foi intensa. Ela não para um minuto.  Anda, dança, cozinha, sai pro bar, enche  a cara. Tudo legal. Mas o problema é que eu me preocupo, porque ela é meio doida.  Enfim, acho que todo filho se preocupa com os pais, né?

Aí ela ficou comigo uns dias e depois foi a Paris com o namorado. O vôo saia de la. E agora cedo ela me liga. Ela perdeu  o vôo.  Querem mais contexto? Dou :

1) São as olimpiadas  no Brasil,  logo, uma passagem de ultima hora não sai menos de 1000  euros.
2)  eu estou desempregada. Com o seguro desemprego francês, que não é ruim, mas não estou nadando no dinheiro.

Fiquei LOUCA. Gritei no telefone. Falei para não me ligar enquanto não  chegasse no Brasil.  Que isso não se faz.
Puxa vida, ela vem sem dinheiro, em um país diferente, e não se preocupa em chegar cedo no aeroporto, a ponto de perder o avião? Tô puuuuuta da vida. Chateada.  Triste. Irritada.

Agora, o que eu faço? Ela não tem nem telefone, mesmo que quisesse a contatar - e no momento, não quero- não teria como.

Tudo tem que da errado. Eh merde!